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Ela gosta, mas não assume
Emmanuel Mirdad
Faça muito sexo, o quanto aguentar;
é tão bom infringir o que tentam enquadrar.
E, se for proibido, mais molhada vai estar.
Transe na parede, a janela aberta, luz acesa,
berre gemidos para o mundo escutar.
O que ela gosta é de gozar
no tempo e do jeito que ela queira.
Lambo e sugo com ritmo,
no compasso que ela suinga.
Preencho bem duro,
amor que fica é o de picadeiro.
Os dedos são mágicos,
e o urso abraça em concha:
os cheiros dos sexos têm fome (come!).
Ela quer me encontrar
e não vai contar para as amigas
(nem um pouquinho).
Ao me procurar, a sua boca vai me engolir:
receba a minha potência e me beba até o talo.
Este é o meu jeito de boa:
só gozo depois que ela gozar.
Ela gosta, mas não assume que
dispensa o homem moderninho sem sustança.
Viciada no meu xamego,
comigo ela geme e goza,
é isso o que importa.
Ela gosta, mas não assume.
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