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Quando eu quis pular para a morte
Emmanuel Mirdad
São muitas horas no meu relógio adormecido.
A noite é apenas lembrança do que a vida tem sido.
Enquanto a dor supera a esperança,
a lua vibra, a esconder as fotos que guardam
o meu suposto bem-estar
e eterna sobrevivência.
Sobrevivo.
Enquanto todos apontam as mãos em piedade,
eu só vejo espinhos que penetram no meu orgulho,
a recordar a paciência que arruinou a solidão,
a minha covarde compreensão sobre o suicídio,
o meu suposto mal-estar causado por delírios.
O meu espelho é a minha guerra,
e quero perfurar o meu passado,
mas eu não disse nada,
quando quis pular para a morte.
Quando eu quis pular para a morte,
os meus amigos foram embora.
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