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Pílulas: Tiganá

foto: ? "... Apenas uma gota fará transbordar o quadro da manhã... ------ Roseira abriu-se em mulher... mulher errou de caminho, e o caminho da “desamada” é o grande amor a lhe surrar rumo à madrugada. ------ A raça humana aqui pode ser infinita se ela se chama partir certa de sua unidade morta. A África está dentro das crianças e o mundo está fora... ..." Trechos de letras do álbum Maçalê (2009), Para a Poetisa Íntima , Do Alto e Le Mali Chez La Carte Invisible (traduzida), de Tiganá Santana , que está pronto e será lançado muito em breve. www.myspace.com/avozdetigana .

Canções de Minha Vida: Vinte e Nove

Legião Urbana No dia 11 de outubro de 1996, Renato Russo morreu por complicações da AIDS. Enquanto milhares de fãs sofriam pelo país inteiro, um giz estalou bem no meio da minha testa ( sala vazia, costumava ficar sozinho num cant o, rabiscando proto-poemas ou olhando o mar da Pituba, ao longe, nos intervalos das aulas ). Um tal de Marquinhos, colega de todo médio PhD, aproveitando a sala vazia, fez-me de alvo, o que era normal. Aproveitou para comentar a notícia do dia, lançou mais alguns e foi embora, perturbar outro Zé Mané qualquer. Lembro que fiquei um pouco surpreso; morte de famosos sempre nos provoca aquela pausa: “pô, fulano de tal, rapaz, que merda...”, mas de volta ao silêncio dos esquisitos, recordei da canção Vento no Litoral , tocando na Globo FM, e uma certa tristeza me afligiu. Desenvolvi: “É, como ele morreu, vão tirar seus discos de mercado, e eu não tenho nenhum... Putz, preciso comprá-los!!!”. Pronto. Ilogicamente, endossei as grossas estatísticas das vendas ...

Pílulas: Zanom (Especial)

Zanom na Bolívia (2009) Hoje é aniversário deste cabra aí. Conheci Marcus Vinícius (Jesus, Zanom , Zanomia, etc.), natural de Itapuã , no ano 2000, no cursinho pré-vestibular do PhD , em Salvador. Em março de 2001, estreou comigo a The Orange Poem , com mais três cabras que não se conheciam. Durante seis anos, tocou uma guitarra espetacularmente sensível e psicodélica, um Hendrix floydiano bluseiro sem exageros, suficiente no feeling, sem falsa estrelinha, raridade nessas terras d’acá. Além disso, dividiu sua sabedoria musical, e me instruiu muito, ampliando meu senso de admiração aos deuses da música, como Hermeto, Sivuca, Gismonti, etc. Graças a esse cabra aí, tenho hoje um discernimento musical mais coerente (tento!) e atuante, que me faz canonizar gênios como Tiganá e Mou Brasil , o que seria, talvez, pouco provável de acontecer sem a influência desse amigo irmão de Libra acima. Zanom hoje mora no Rio, vive uma história de amor real, é fonoaudiólogo mestre, e tem uma bela obra...

Ano da França no Brasil #01

2009 é o Ano da França no Brasil , uma resposta a 2005 , quando foi a nossa vez por lá. Desde julho que venho produzindo, na Educadora FM , um Especial de Sábado por mês dedicado à música francesa, com o auxílio precioso de Irène Kirsch , adida cultural da França na Bahia, que traz à rádio as opções de artistas franceses e ainda apresenta o programa, com um astral descontraído, uma quase radialista! Então, decidi socializar um pouco dessa produção aqui no blog, com essa nova série. Confiram os artistas e as músicas que rolaram (e rolarão) nos programas. O próximo será no sábado 17 deste mês, ao meio dia, não percam! Anis –  Cergy ----- Yann Tiersen –  La Rade ----- Emilie Simon –  Fleur de Saison ----- Benjamin Biolay –  Dans la Merco Benz ----- Rachid Taha –  Ecoute-moi Camarade

Canções de Minha Vida: Comfortably Numb

02/07/2005: Pink Floyd no Live 8, 24 anos depois, pela última vez. “Você tem que ouvir é rock, seu porra!”. Sábio amigo Alan Freitas . Indignado com minha obsessão pelo reggae, foi praticamente um missionário fundamentalista; insistiu tanto que conseguiu reverter a minha ‘hippiezação’ (nada contra, é claro!). Era 1997 , e só um pouco de suas ofertas foram bem aceitas. Recordo que uma das mais rechaçadas foi o tal do Pink Floyd . Absorvido pelo pop punk dos Ramones , eu estava há anos luz da psicodelia. Mas Alan foi persistente, e percebendo qu’eu tinha um fascínio por solos de guitarra, não tardaria por abismar-me pelo genial David Gilmour . E com a ‘descoberta do mundo’ provocada pelo Led Zeppelin , principalmente por Jimmy Page , a semente do caos estava germinando. Tanto que, no ano seguinte, 1998, já obcecado por ter uma banda, ganhei de presente de meu pai uma Les Paul genérica, da Epiphone, que batizei de ‘ Lílian ’. Coitada. Sempre foi o entulho de cima de meu armário; nu...

Canções de Minha Vida: Since I’ve Been Loving You

Led Zeppelin (1973) Comecei a ouvir rock em 1997 . Até então, em casa, por conta de minha mãe professora de música, o que eu ouvia era essencialmente bossa nova e MPB, além de forró gonzaguiano nas épocas juninas e músicas antigas (meus pais foram jovens dos anos 50). De resto, muita pop music vinda das rádios Transamérica e Globo FM. E o surto pelo reggae em 1996. Mas aí, um amigo do meu prédio, que também estudava no mesmo Colégio PhD , chamado Alan Freitas , ficou indignado com minha obsessão pelo ritmo jamaicano e pôs-se em uma cruzada pela via sacra do rock’n’roll. Além de ter me ensinado a tocar violão, foi me empurrando uma porrada de banda de metal (principalmente Metallica ), punk hardcore e Pink Floyd , que odiei profundamente quando ouvi pela 1ª vez - quem diria, né? Dessa leva, o que impactou mesmo foi o Ramones . Aos 16 anos, foi identificação imediata. Gravei altas fitas K7, e curti, com a galera do Alan na Albani (ao lado do colégio), em muitos intervalos, o louco d...

Álbuns de Minha Vida: Tidal, de Fiona Apple

Tidal - Fiona Apple (1996) Em 1997, a MTV me apresentou a cantora, compositora e pianista norte-americana Fiona Apple , através do videoclipe da música Criminal . Recordo-me que achei muito interessante o timbre de voz da esquisita talentosa esquálida linda, e fui pesquisar o som dela naquela cultuada loja de CD ( que tinha ‘tudo’, antes da Flashpoint – esqueci o nome! ). PS - Leia aqui o verbete wikipedia dela. Descobri então um discaço chamado Tidal , lançado em 1996, considerado pela revista Rolling Stone um dos álbuns essenciais dos anos 90. Sombrio, profundo, climático, com pegada jazz, ‘pianado’, muito bem produzido, de fato trata-se de uma pérola, atemporal, uma obra prima que pariu uma cantora escrota, de timbragem ácida e muito teatral. Bem do jeito qu’eu gosto! São dez faixas, dentre as quais destaco a linda Never is a Promise . Na boa, cada um tem a balada que merece, e essa é a minha predileta. Fica a dica para comprar ou baixar o Tidal , colocá-lo à noite, a dois, na am...